Petrolão e Friboi podem ter irrigado campanha de Aliel Machado em Ponta Grossa

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O deputado Aliel Machado (Rede), de Ponta Grossa, terá de explicar doações que recebeu de empresas investigadas pela Lava Jato. Na prestação de contas do ex-comunista há doações no valor de R$ 344,9 mil – 59,8% do arrecadado naquele ano.

A HRT 07G Exploração e Produção de Petróleo repassou R$ 100 mil para Aliel e outros R$ 100 mil foram doados pela JBS/Friboi. A HRT prestou serviços para a Petrobras e a Friboi está sendo investigada por repassar propina a um grupo de senadores.

 

Governo retarda tramitação de projetos contra corrupção. “Dez Medidas” serão prejudicadas 

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Numa reunião com líderes da base governista, o presidente interino Michel Temer decidiu, nesta terça-feira, retirar do regime de votação com urgência três projetos de lei similares à medidas propostas pelo Ministério Público Federal para reforçar o combate à corrupção e que tiveram o apoio de mais de dois milhões de brasileiros. Os deputados acertaram com Temer a retirada da urgência dos projetos momentos depois de se reunirem com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para discutir o andamento do pacote contra a corrupção no Congresso Nacional.

Líderes dos partidos (da base governista) foram ao presidente e pediram a retirada da urgência. Ele (Temer) disse que, se era um pleito dos líderes e se são idênticas às medidas de iniciativa popular, não teria problema nenhum tirar a urgência — disse o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE) depois do encontro com Temer

A decisão contraria o movimento liderado pelo Ministério Público Federal, que vem pedindo ao Congresso Nacional pressa na análise das medidas de combate à corrupção. Pouco antes da reunião com Temer, deputados de mais de 15 partidos tiveram uma reunião de mais de duas horas com Janot. Durante o encontro, o procurador-geral pediu apoio dos parlamentares ao pacote de medidas contra a corrupção. As propostas surgiram a partir das investigações da Operação Lava-Jato.

Para o Ministério Público, as punições a investigados na Lava-Jato, por mais inovadoras que sejam, não são suficientes para estancar a sangria dos cofres públicos. Procuradores entendem que é necessário mudar regras para coibir caixa dois, enriquecimento ilícito e outros crimes. Os líderes até fizeram declarações em favor das medidas. Mas, no decorrer da reunião, André Moura sugeriu a retirada da urgência de três projetos que, para ele, são similares a propostas do pacote do Ministério Público. A ideia seria deixar a discussão dessas propostas para a Comissão Especial criada para tratar do assunto.

Em resposta, Janot disse que, de fato, algumas medidas em regime de urgência são parecidas com propostas do Ministério Público. Mas, não endossou a retirada da urgência. Para o procurador-geral, a decisão sobre a celeridade na tramitação dos projetos é uma atribuição da Câmara e do governo. Mesmo assim, com o apoio de outros líderes, entre eles Antônio Carlos Imbassahy (PSDB), André Moura articulou uma reunião dos colegas com Temer para selar a retirada da urgência.

A Comissão Especial foi criada em 14 de junho e até hoje não está instalada. Partidos atingidos na Lava-Jato resistem a indicar representantes para a comissão. Moura disse, no entanto, que PMDB e PP vão nomear seus representantes para a comissão amanhã (quarta-feira). (O Globo). 

 

Alvo de investigações por suspeita de corrupção e outros crimes, Gleisi culpa o setor privado pela crise

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Ucho.info

A senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) já não se preocupa com o fato de ter a desfaçatez como marca registrada. Denunciada por seis delatores do Petrolão, indiciada por corrupção passiva, suspeita de ter se beneficiado de um esquema que lesou servidores federais aposentados em R$ 100 milhões, Gleisi resolveu culpar o setor privado pela crise que atinge o País e tira o sono dos cidadãos de bem.

Na acusação feita na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), Gleisi culpou o setor privado pela crise vivida atualmente no Brasil. A colocação da petista, que preside o colegiado, provocou protestos dos senadores que acompanham a sabatina dos diretores do Banco Central na manhã de terça-feira (5). O senador Ivo Cassol (PP-RO) foi incisivo na resposta. “É injustiça querer culpar o setor produtivo pela incompetência (do governo)”, disse.

Segundo Gleisi, a crise de 2008 foi provocada pelo setor privado e foi internalizada pelo Estado. “O aumento da taxa de juros brasileira está intimamente ligado a isso. Internalizamos uma crise do setor privado, do setor financeiro. E aí vira discurso que temos que fazer austeridade fiscal, tirar de políticas públicas para dar dinheiro ao setor privado e pagar serviço da dívida”, criticou a senadora petista, que em seguida deixou a mesa para participar da Comissão Especial do Impeachment, onde integra a tropa de choque da presidente afastada.

Outros senadores, inclusive Cassol, discordaram de Gleisi e teve início um breve bate-boca. Em seguida, Ivo Cassol declarou voto favorável aos diretores, mas advertiu que esperava que honrassem o seu voto de confiança.

“Defendo taxa de juros baixa. Não entendo por que isso não funciona no Brasil”, disse o senador. Ele foi enfático ao dizer que os diretores do BC não podem “vestir a camiseta dos bancos”, ou ele “desceria o cacete”. “Aqui não tem moleza.”

Protagonistas do maior esquema de corrupção da história, culpados pela mais impressionante tragédia econômica de todos os tempos no País e responsáveis por saquear as estatais, os petistas resolveram culpar o setor privado pela crise. Parece humor negro ou brincadeira sinistra, mas é apenas o PT, com seu cortejo de sandices, na voz de sua musa (sic) maior.

MST impõe regime de terror no Paraná; impeachment leva o movimento ao terrorismo ambiental

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Ucho.info

Pequeno município do Paraná, com 32 mil habitantes, Quedas do Iguaçu vive uma realidade paralela que lembra o enredo de um filme de terror. Mais da metade da população da cidade tem seu emprego ou atividade econômica gerada pela reflorestadora Araupel, que opera com beneficiamento de madeira.

Pois foi justamente nessa área, altamente produtiva, que o MST decidiu invadir há cerca de 20 anos. A ousadia e a violência aumentaram muito durante o ciclo do PT, que deu a esses contumazes violadores da Constituição a certeza da impunidade.

A iminência do impeachment da afastada Dilma Rousseff tem levado essa violência ao paroxismo. Incêndios criminosos em áreas de preservação permanente têm se multiplicado como rastilho de pólvora. Um deles, no início da semana, provocou a destruição de grande área de preservação permanente.

O temor é de que o MST tenha decidido partir para o terrorismo ambiental e que venha a provocar grandes incêndios para inviabilizar a atividade econômica na região. Seria uma forma de protestar contra o provável impeachment de Dilma Rousseff, que tem mantido – à custa do dinheiro público – o MST e seus abusos.

Os sem-terra criaram uma espécie de estado paralelo, no qual as leis brasileiras simplesmente são ignoradas. Os baderneiros invadiram e fundaram dois ‘assentamentos’ dentro da área da Araupel, onde os integrantes do movimento mantêm escolas de guerrilha, usam armas pesadas, caçam animais silvestres, roubam madeira, assaltam moradores, sequestram jornalistas e intimidam a população que teme que esse ciclo de violência termine com o fechamento da empresa, o fim dos empregos e a ruína da cidade.

Os abusos do MST em Quedas do Iguaçu têm propiciado um grande número de incidentes com a Polícia Militar, que frequentemente é acionada pelos moradores e pela Araupel, em tentativa de conter os desvarios dos sem-terra. Eventualmente, esses conflitos resultam em feridos e até em mortos. Nesses casos o MST utiliza os confrontos que, invariavelmente, foram provocados pelo próprio movimento, como forma de denunciar a “violência da direita”.

O receio, agora, é de que a iminência do impeachment da presidente afastada leve o MST muito além da violência que costuma usar na região. A esperança é de que o novo governo faça cumprir as leis do País também em Quedas do Iguaçu, enquadrando os criminosos de acordo com o que determina a legislação vigente.

Lava Jato volta a atacar. Polícia Federal cumpre mandados de prisão no Rio e Porto Alegre

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G1

Agentes da Polícia Federal cumpriam, na manhã desta quarta-feira (6), 10 mandados de prisão no Rio de Janeiro e em Porto Alegre relacionados à Operação Lava Jato. A investigação apura irregularidades na Eletronuclear. 

A operação desta quarta cumpre mandados expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Nove mandados são cumpridos no Rio e um em Porto Alegre. O alvo principal é o ex-diretor-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, que já cumpre prisão domiciliar. Ele deve ser levado para a sede da PF, na Zona Portuária do Rio, e, em seguida, para o Complexo Penitenciário de Bangu, onde estão os presos da Operação Saqueador, entre eles o dono da Delta, Fernando Cavendish, e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

A ação penal sobre o esquema de corrupção na Eletronuclear foi desmembrada da apuração do da Petrobras no dia 29 de outubro, e encaminhada para a Justiça Federal do Rio. Com o desmembramento, deixou de ser julgada no federal no Paraná, onde tiveram início as investigações da Lava Jato.

No dia 28 de julho, o ex-diretor-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi preso na 16ª fase da Lava Jato, acusado de receber R$ 4,5 milhões de propina das obras da Usina Nuclear de Angra 3. Ele estava afastado da empresa desde abril. Ele estava preso em um quartel do Exército, em Curitiba, e, em novembro, foi transferido para o 1º Distrito Naval, no Rio de Janeiro. Atualmente está em prisão domiciliar.

Em abril, em depoimento na 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, o ex-presidente admitiu que usou contratos de fachada feitos com empresas de amigos para receber dinheiro da construtora Andrade Gutierrez, mas negou que fosse propina.

 

PT perde de vez o juízo. Lula pede a Moro que se declare ‘suspeito’ para julgá-lo

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Estadão

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta terça-feira, 5, um pedido para que o juiz Sérgio Moro, da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba, declare sua suspeição para julgar processos que envolvam o petista. Segundo os advogados de Lula, foi também hoje protocolada Reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) ‘por nova usurpação da competência daquela Corte por parte do juiz Moro’.

No fim de junho, Sérgio Moro ‘reativou’ todos os inquéritos contra o petista na Lava Jato. Após receber sinal verde do STF, o magistrado retomou investigações que envolvem ex-presidente em supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na compra e reforma de imóveis, em recebimentos por palestras e em doações ao Instituto Lula.

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Mais Brasil volta às ruas para um “adesivaço” convocando para a grande manifestação do dia 31

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O “Mais Brasil Eu Acredito”, movimento da “República de Curitiba” que está na linha de frente do impeachment e na defesa da Lava Jato, voltou hoje (5) às ruas para fazer um ‘adesivaço’ convocando para a grande manifestação do dia 31 de julho.

Comandado pela musa do Mais Brasil, Rafaela Pilagallo, e militantes da República de Curitiba, o “adesivaço” é para a mobilizar as pessoas para a nova manifestação e lembrar que algumas batalhas foram ganhas, mas a guerra contra os desmandos do PT e a corrupção ainda não foi vencida. Existem manobras sorrateiras contra a Lava Jato e o desejo dos brasileiros de limpar o Brasil.

“As pessoas acham que o impeachment já aconteceu. Mas ele ainda não aconteceu”, lembra Rafaela Pilagallo. “É só depois de agosto que a gente vai ter a decisão final. E para que o impeachment efetivamente ocorra é preciso que as pessoas se mantenham mobilizadas. Coloquem a convocação para a manifestação do dia 31 no seu automóvel e voltem para as ruas no dia 31, às 14 horas, na Praça Santos Andrade”.

https://www.facebook.com/maisbrasileuacredito/videos/668977523250994/

Falta de tornezeleiras para monitorar corruptos mostra que o Brasil é o país da piada pronta

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Ucho.info

Quando o UCHO.INFO afirma que o Brasil é o país do “faz de conta”, muitos se revoltam. Não se trata de desistir do País, mas que exigir o mínimo de contrapartida diante de uma das maiores cargas tributárias do planeta. É fato que o Estado não sobrevive sem a cobrança de impostos, porém é preciso que cada centavo pago seja devolvido ao contribuinte com responsabilidade e competência.

O que temos visto ao longo de décadas é o inchaço cada vez maior da máquina pública e o avanço da corrupção. Nos últimos treze anos, o Brasil viu disparar o aparelhamento do Estado e a escalada da roubalheira institucionalizada, enquanto o cidadão ficou à mercê de uma governança pífia e criminosa.

É verdade que os brasileiros demoraram a reagir, mas quando isso aconteceu veio à tona a radiografia do caos. Nos últimos tempos tem-se lutado arduamente contra a corrupção, mas no momento de punir os ladrões de sempre, com base na legislação em vigor, descobre-se que falta tudo: de vergonha na cara por parte das autoridades, começando pelas do Judiciário, que interpretam a lei de acordo com o interesse do cliente, às tornezeleiras eletrônicas, necessárias para monitorar os alarifes enquanto esses cumprem prisão domiciliar.

No estado de São Paulo, o mais rico e importante da federação, as tornezeleiras eletrônicas estão estão em falta há pelo menos três meses. E não há previsão de quando o equipamento estará disponível para abraçar a canela dos violam a dignidade do cidadão. Na verdade, há 20 tornezeleiras contratadas em maio último, as quais são usadas pela Polícia Civil e outros dois equipamentos emprestados à Justiça Federal no estado.

As tornozeleiras eletrônicas são fornecidas e controladas por empresas privadas, o que exige a realização de licitação para a compra desses equipamentos. Ao final do contrato, os equipamentos são recolhidos pelas empresas, quando na verdade bastaria prorrogar a validade do fornecimento. Isso só não é possível porque no Brasil os que têm autoridade para fazê-lo são os principais usuários das tais tornezeleiras eletrônicas: os agentes públicos. Considerando o contingente populacional paulista, vinte tornezeleiras representam um verdadeiro deboche.

No Rio de Janeiro, onde a exposição da falência da segurança pública assusta a todos, a situação não é diferente. Desde o final de 2014, a Secretaria de Administração Penitenciária não paga os fornecedores dos equipamentos utilizados pela Justiça como medida alternativa à prisão cautelar preventiva.

A falta do equipamento fez com que o empreiteiro Fernando Cavendish e o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, presos na Operação Saqueador, da Polícia Federal, continuassem presos, depois de a Justiça ter transformado as respectivas prisões preventivas em domiciliares.

Em situação oposta, em São Paulo a Justiça Federal, no âmbito da Operação Custo Brasil, libertou o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva sem o equipamento pelo motivo acima exposto. Não bastasse a sensação de impunidade que reina no País, a falência do Estado, como um todo, ajuda a institucionalizar a ideia de que o crime compensa. O que explica o viés endêmico da corrupção.

‘Filósofa’ e musa petista, Marilena Chauí, delira e acusa Sérgio Moro de ser agente do FBI encarregado de tirar o pré-sal do Brasil

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A “filósofa” Marilena Chauí, musa e guru do PT, afirma que Sérgio Moro foi ‘treinado pelo FBI’, para tirar o pré-sal do Brasil. Sem medo de ser feliz, e sem ficar vermelha (já é, por dentro, desde sempre), Chauí garante que a Lava Jato não tem objetivo de moralizar a Petrobras, mas é parte de uma conspiração americana para tirar nossas reservas submarinas de petróleo.

Quem sabe o FBI (que só atua dentro dos Estados Unidos), também plantou todas as provas de corrupção e roubalheira para incriminar o PT? Os delírios conspiratórios petistas para tentar explicar a roubalheira e a incompetência, raramente chegaram a esses níveis de insanidade. A entrevista de Marilena Chauí foi publicada no blog de Fernando Morais. Marilena Chauí, é aquela que, numa palestra esquerdista, proclamou todo seu ódio a classe média. “Eu odeio a classe média!”, berrava, enquanto Lula, a seu lado, se matava de rir.

 

Delator acusa Requião em investigação sobre Receita do Paraná

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Folha de S. Paulo

O ex-governador do Paraná e hoje senador Roberto Requião (PMDB) foi apontado em delação premiada como um dos líderes de um esquema de desvios do CCRF (Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais), órgão responsável por julgar as questões tributárias entre os contribuintes e o Estado.

Em vídeo com o depoimento do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza obtido pela Folha, ele afirma que na “gestão do Requião”, de 2003 a 2010, “o Conselho era o lugar do acerto dos fiscais”.

O auditor fiscal afirma que o então governador “mandava o fisco bater [na porta dos contribuintes], ele [Requião] defendia, e o contribuinte dava o dinheiro”.

Souza diz ainda que o secretário da Fazenda na gestão Requião, Heron Arzua, que ficou quase oito anos no cargo, era um dos chefes do esquema de vendas de avaliações do CCRF ao lado do então governador.

Relatou também que uma filha de Arzua era dona de um escritório de advocacia indicado a quem tivesse questões tributárias a serem resolvidas no Conselho.

“O contribuinte ia lá e ela resolvia e depois repassava para o Heron”. Segundo Souza, o escritório declarava faturamento de R$ 40 milhões por ano.

Souza, que é considerado pelos investigadores um dos chefes da organização criminosa que agia na Receita Estadual em Londrina, firmou acordo com o Ministério Público do Paraná em maio de 2015.

A delação, porém, foi cancelada neste ano por suspeita de que ele vinha extorquindo pessoas sob a a ameaça de implicá-las no esquema de corrupção.

O conteúdo, no entanto, permanece investigado pelo Ministério Público Federal.

“Até agora conseguimos comprovar tudo o que Souza falou com outras provas, como documentos e testemunhos”, disse um dos procuradores responsáveis pelo caso, Jorge Fernando Barreto da Costa.

Barreto afirma que o esquema descrito pelo fiscal era similar ao que a Polícia Federal investiga na Operação Zelotes.

“O auditor batia na porta de uma empresa e a autuava. O empresário seguia o trâmite tradicional e recorria ao Conselho. Lá, era abordado para fazer o acerto”, declarou.

Como o caso envolve um senador, cargo com prerrogativa de foro, o trecho da delação que cita Requião foi encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná.

O material está sob análise do subprocurador para assuntos jurídicos, que definirá o órgão competente para investigar a suspeita nas próximas semanas.

Se entender que o ex-governador está implicado no caso, o material será encaminhado para o STF (Superior Tribunal Federal).

OUTRO LADO

O advogado do senador Roberto Requião, Luiz Fernando Delazari negou envolvimento de seu cliente em desvios do CCRF.

“Quando governador, Requião baixou um decreto proibindo que os fiscais fizessem a fiscalização de micro e pequenas empresas e isso fez com que não houvesse mais corrupção no Conselho”, disse o advogado.

Ele afirma ainda que o Conselho é formado por indicados de associações da sociedade civil “estranhas ao governo”.

Segundo Delazari, o governador processará o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza. “Essa delação parece ser fruto de uma pessoa magoada que teve que parar de roubar”.

O ex-secretário Heron Arzua também nega qualquer participação no esquema de corrupção do Conselho e disse que vai entrar com uma queixa crime contra o delator.

“Esse cidadão está louco. Fui secretário de Fazenda por 12 anos e durante todo esse tempo me afastei do escritório de advocacia que eu tinha. A minha filha Claudia não chegou a atuar nunca no escritório, ela era integrante do CCRF por ser advogada concursada da prefeitura”, explicou o ex-secretário a Folha.

“Quando deixei o escritório, o faturamento não era nem de R$ 20 mil por ano”, emendou.

Arzua disse ainda que é “impossível fazer acertos no Conselho”, já que seis dos 12 integrantes eram do fisco e havia o monitoramento do órgão pelo Ministério Público.