Falta de tornezeleiras para monitorar corruptos mostra que o Brasil é o país da piada pronta

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Ucho.info

Quando o UCHO.INFO afirma que o Brasil é o país do “faz de conta”, muitos se revoltam. Não se trata de desistir do País, mas que exigir o mínimo de contrapartida diante de uma das maiores cargas tributárias do planeta. É fato que o Estado não sobrevive sem a cobrança de impostos, porém é preciso que cada centavo pago seja devolvido ao contribuinte com responsabilidade e competência.

O que temos visto ao longo de décadas é o inchaço cada vez maior da máquina pública e o avanço da corrupção. Nos últimos treze anos, o Brasil viu disparar o aparelhamento do Estado e a escalada da roubalheira institucionalizada, enquanto o cidadão ficou à mercê de uma governança pífia e criminosa.

É verdade que os brasileiros demoraram a reagir, mas quando isso aconteceu veio à tona a radiografia do caos. Nos últimos tempos tem-se lutado arduamente contra a corrupção, mas no momento de punir os ladrões de sempre, com base na legislação em vigor, descobre-se que falta tudo: de vergonha na cara por parte das autoridades, começando pelas do Judiciário, que interpretam a lei de acordo com o interesse do cliente, às tornezeleiras eletrônicas, necessárias para monitorar os alarifes enquanto esses cumprem prisão domiciliar.

No estado de São Paulo, o mais rico e importante da federação, as tornezeleiras eletrônicas estão estão em falta há pelo menos três meses. E não há previsão de quando o equipamento estará disponível para abraçar a canela dos violam a dignidade do cidadão. Na verdade, há 20 tornezeleiras contratadas em maio último, as quais são usadas pela Polícia Civil e outros dois equipamentos emprestados à Justiça Federal no estado.

As tornozeleiras eletrônicas são fornecidas e controladas por empresas privadas, o que exige a realização de licitação para a compra desses equipamentos. Ao final do contrato, os equipamentos são recolhidos pelas empresas, quando na verdade bastaria prorrogar a validade do fornecimento. Isso só não é possível porque no Brasil os que têm autoridade para fazê-lo são os principais usuários das tais tornezeleiras eletrônicas: os agentes públicos. Considerando o contingente populacional paulista, vinte tornezeleiras representam um verdadeiro deboche.

No Rio de Janeiro, onde a exposição da falência da segurança pública assusta a todos, a situação não é diferente. Desde o final de 2014, a Secretaria de Administração Penitenciária não paga os fornecedores dos equipamentos utilizados pela Justiça como medida alternativa à prisão cautelar preventiva.

A falta do equipamento fez com que o empreiteiro Fernando Cavendish e o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, presos na Operação Saqueador, da Polícia Federal, continuassem presos, depois de a Justiça ter transformado as respectivas prisões preventivas em domiciliares.

Em situação oposta, em São Paulo a Justiça Federal, no âmbito da Operação Custo Brasil, libertou o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva sem o equipamento pelo motivo acima exposto. Não bastasse a sensação de impunidade que reina no País, a falência do Estado, como um todo, ajuda a institucionalizar a ideia de que o crime compensa. O que explica o viés endêmico da corrupção.

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‘Filósofa’ e musa petista, Marilena Chauí, delira e acusa Sérgio Moro de ser agente do FBI encarregado de tirar o pré-sal do Brasil

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A “filósofa” Marilena Chauí, musa e guru do PT, afirma que Sérgio Moro foi ‘treinado pelo FBI’, para tirar o pré-sal do Brasil. Sem medo de ser feliz, e sem ficar vermelha (já é, por dentro, desde sempre), Chauí garante que a Lava Jato não tem objetivo de moralizar a Petrobras, mas é parte de uma conspiração americana para tirar nossas reservas submarinas de petróleo.

Quem sabe o FBI (que só atua dentro dos Estados Unidos), também plantou todas as provas de corrupção e roubalheira para incriminar o PT? Os delírios conspiratórios petistas para tentar explicar a roubalheira e a incompetência, raramente chegaram a esses níveis de insanidade. A entrevista de Marilena Chauí foi publicada no blog de Fernando Morais. Marilena Chauí, é aquela que, numa palestra esquerdista, proclamou todo seu ódio a classe média. “Eu odeio a classe média!”, berrava, enquanto Lula, a seu lado, se matava de rir.

 

Delator acusa Requião em investigação sobre Receita do Paraná

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Folha de S. Paulo

O ex-governador do Paraná e hoje senador Roberto Requião (PMDB) foi apontado em delação premiada como um dos líderes de um esquema de desvios do CCRF (Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais), órgão responsável por julgar as questões tributárias entre os contribuintes e o Estado.

Em vídeo com o depoimento do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza obtido pela Folha, ele afirma que na “gestão do Requião”, de 2003 a 2010, “o Conselho era o lugar do acerto dos fiscais”.

O auditor fiscal afirma que o então governador “mandava o fisco bater [na porta dos contribuintes], ele [Requião] defendia, e o contribuinte dava o dinheiro”.

Souza diz ainda que o secretário da Fazenda na gestão Requião, Heron Arzua, que ficou quase oito anos no cargo, era um dos chefes do esquema de vendas de avaliações do CCRF ao lado do então governador.

Relatou também que uma filha de Arzua era dona de um escritório de advocacia indicado a quem tivesse questões tributárias a serem resolvidas no Conselho.

“O contribuinte ia lá e ela resolvia e depois repassava para o Heron”. Segundo Souza, o escritório declarava faturamento de R$ 40 milhões por ano.

Souza, que é considerado pelos investigadores um dos chefes da organização criminosa que agia na Receita Estadual em Londrina, firmou acordo com o Ministério Público do Paraná em maio de 2015.

A delação, porém, foi cancelada neste ano por suspeita de que ele vinha extorquindo pessoas sob a a ameaça de implicá-las no esquema de corrupção.

O conteúdo, no entanto, permanece investigado pelo Ministério Público Federal.

“Até agora conseguimos comprovar tudo o que Souza falou com outras provas, como documentos e testemunhos”, disse um dos procuradores responsáveis pelo caso, Jorge Fernando Barreto da Costa.

Barreto afirma que o esquema descrito pelo fiscal era similar ao que a Polícia Federal investiga na Operação Zelotes.

“O auditor batia na porta de uma empresa e a autuava. O empresário seguia o trâmite tradicional e recorria ao Conselho. Lá, era abordado para fazer o acerto”, declarou.

Como o caso envolve um senador, cargo com prerrogativa de foro, o trecho da delação que cita Requião foi encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná.

O material está sob análise do subprocurador para assuntos jurídicos, que definirá o órgão competente para investigar a suspeita nas próximas semanas.

Se entender que o ex-governador está implicado no caso, o material será encaminhado para o STF (Superior Tribunal Federal).

OUTRO LADO

O advogado do senador Roberto Requião, Luiz Fernando Delazari negou envolvimento de seu cliente em desvios do CCRF.

“Quando governador, Requião baixou um decreto proibindo que os fiscais fizessem a fiscalização de micro e pequenas empresas e isso fez com que não houvesse mais corrupção no Conselho”, disse o advogado.

Ele afirma ainda que o Conselho é formado por indicados de associações da sociedade civil “estranhas ao governo”.

Segundo Delazari, o governador processará o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza. “Essa delação parece ser fruto de uma pessoa magoada que teve que parar de roubar”.

O ex-secretário Heron Arzua também nega qualquer participação no esquema de corrupção do Conselho e disse que vai entrar com uma queixa crime contra o delator.

“Esse cidadão está louco. Fui secretário de Fazenda por 12 anos e durante todo esse tempo me afastei do escritório de advocacia que eu tinha. A minha filha Claudia não chegou a atuar nunca no escritório, ela era integrante do CCRF por ser advogada concursada da prefeitura”, explicou o ex-secretário a Folha.

“Quando deixei o escritório, o faturamento não era nem de R$ 20 mil por ano”, emendou.

Arzua disse ainda que é “impossível fazer acertos no Conselho”, já que seis dos 12 integrantes eram do fisco e havia o monitoramento do órgão pelo Ministério Público.

“Mais Brasil” lava togas infestadas por estrelas do PT em frente à casa do ministro Edson Fachin

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Ucho.Info

O ministro Luiz Edson Fachin e o Supremo Tribunal Federal estão na mira da “República de Curitiba”. O “Mais Brasil Eu Acredito”, movimento anticorrupção e de apoio à Operação Lava-Jato, fez uma manifestação em frente à casa do ministro Fachin, em Curitiba, no último final de semana como forma de demonstrar a indignação da sociedade com as decisões da Corte, que parece trabalhar para beneficiar alguns dos envolvidos no maior esquema de corrupção da história, o Petrolão.

O protesto, que teve a lavagem de togas infestadas com estrelas do PT, foi uma demonstração do inconformismo com a decisão do ministro Dias Toffoli de soltar o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva, preso pela Polícia Federal na Operação Custo Brasil, acusado de ter recebido R$ 7 milhões de “pixuleco” na esteira de esquema que lesou em R$ 100 milhões servidores federais aposentados.

Os indícios contra Paulo Bernardo são fortes o suficiente para que um juiz federal de São Paulo decretasse sua prisão. O ministro Dias Toffoli soltou o petista e lamentou o “constrangimento” a que Bernardo foi submetido. Por isso, o recado do “Mais Brasil”: “Basta de a Polícia prender e o STF soltar”.

Foram feitos discursos direcionados aos ministros do STF, em especial ao ministro Dias Toffoli, que na quarta-feira (29/06/16) foi responsável decidir pela soltura Paulo Bernardo, provocando repúdio generalizado na população brasileira.

A população, em especial a “República de Curitiba”, não deixarão passar em branco qualquer tentativa de atrapalhar o movimento de saneamento ético promovido pela Lava-Jato. A manifestação diante da casa de Fachin foi filmada pelo “Mais Brasil”.

No domingo o movimento voltou às ruas. Foi feita uma ‘festa julina’, na frente da Justiça Federal em Curitiba, onde trabalha o juiz Sérgio Moro. A festa, intitulada “Quadrilha da Corrupção”, também ironizou as decisões do STF que aliviam a vida de corruptos presos pela Polícia Federal. O arraial teve com direito a “quadrilha dos corruptos”.

De acordo com o movimento, “o povo está no limite” e exige a prisão do lobista-palestrante Lula. Um boneco Pixuleco, que representa Lula como presidiário, foi colocado atrás das grades.

Gleisi confraterniza com “movimentos sociais” para comemorar a soltura do marido Paulo Bernardo

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Ucho.info

Ninguém pode acusar a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) de ter algum vestígio de senso de ridículo. No último final de semana, a parlamentar paranaense confraternizou com “movimentos sociais” petistas para comemorar a soltura do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva, preso na Operação Custo Brasil por suspeitas de envolvimento em esquema criminoso que lesou servidores aposentados em R$ 100 milhões.

A própria Gleisi registrou no Facebook a comemoração pela libertação do marido. Na peculiar visão da senadora, a prisão de Bernardo, que teria embolsado R$ 7 milhões do esquema, armado quando ele era ministro do Planejamento de Lula e que funcionou de forma deliberada até meados de 2015, teria sido vítima de uma espécie de “contragolpe da direita”.

Sem medo de ser feliz, ou ridícula, Gleisi afirma que a prisão do marido ocorreu como parte de “uma manobra” para desviar a atenção das pessoas dos problemas de corrupção envolvendo outros partidos. Roubar aposentados endividados, que recorreram ao empréstimo consignado seria, segundo esse peculiar ponto de vista, um crime menor, antigo, sem importância.

Como de costume, a senadora mostra estar enganada. Estranha não foi a prisão de Paulo Bernardo, mas sua soltura. Nota da coluna Painel, do jornal “Folha de S. Paulo”, resume essa estranheza. Segundo a publicação, até técnicos do STF estranharam a decisão do ministro Dias Toffoli. “Os técnicos do STF se espantaram com a decisão do ministro Dias Toffoli de mandar soltar Paulo Bernardo, ato que não constava no pedido da defesa”.

Um deles disse para o jornal: “É como se os advogados pedissem uma Caloi e ganhassem uma Harley-Davidson”.

Além de comemorar o marido livre leve e solto, Gleisi relata, em seu Facebook, sua mobilização para recolocar Dilma no poder. Confira:

“Participei hoje a tarde de um bate papo muito legal em Brasília com servidores, na 209 norte, ao ar livre. Pessoal se encontra todo domingo pra falar sobre política e organizar as atividades da semana de resistência ao golpe, contra o impeachment. São servidores públicos do Distrito Federal que sabem o que está em jogo com este governo do Michel Temer. São pessoas que tem nos ajudado no Congresso Nacional, mobilizado as pessoas, trabalhado nas redes e também nas ruas, pra mostrar que temos que resistir. E essa semana vai ser uma semana muito importante. É a semana que nós vamos discutir o resultado da perícia na comissão do impeachment e também temos a apresentação da defesa da presidenta Dilma. É uma semana decisiva para fazermos o enfrentamento”.

“Mais Brasil” faz “prisão de Lula” em um ‘arraiá’ na Justiça Federal

lula na quadrilha

Blog do Tupan

O movimento anticorrupção e de apoio a Lava Jato “Mais Brasil Eu Acredito” voltou as ruas ontem (2). Realizou uma ‘festa julina’, na frente da Justiça Federal em Curitiba, onde trabalha o juiz Sérgio Moro. A festa, intitulada “Quadrilha da Corrupção”, também ironizou as decisões do STF que aliviam a vida de corruptos presos pela Polícia Federal.

O arraiá com direito a “quadrilha dos corruptos” na frente da Justiça Federal, capital da Lava Jato promoveu a prisão simbólica de Lula na figura do boneco Pixuleco. Segundo o movimento “O povo está no limite”, foram pedir a prisão do Lula. Um boneco Pixuleco, que representa Lula como presidiário, foi colocado atrás das grades. Veja o vídeo.